.antes pensei que fosse difícil voltar. achei que aliors tivesse sido um momento. ou algo para ser vivido quando jovem é o espírito e todas as coisas estão exalando uma espécie de mística estranheza. também já compreendi aliors como um canto para onde se pudesse fugir quando os limites se esgotassem - como se um repouso possível o habitasse. em tempos de desconforto extremo temi voltar. por medo que a ameaça de alheiamento chegasse como sombra sedutora. agora estou na paz de fúrias novamente. por isso aliors fala comigo e eu posso apreciar o som da suas canções.
.estes diários não servem para nada. ou talvez não tenham nenhum propósito definido além de serem o que são: formas de conversar com o sendo não-cotidiano. em aliors todas as formas de existir são sempre redimensionadas. por se tratar - especificamente - de um certo estar no mundo talvez possa parecer hermético ou estranho à princípio. mas muitos visitam aliors sem darem por isso conta. naquele instante ínfimo em que se desconectam com o aparente e mergulham numa outra densidade de realidade. às vezes é uma nuvem de poeira dourada suspensa na luz do entardecer que conduz a aliors. ou quando diante do discurso de alguém que nos interpela dessassociamos da conversa e por momentos mergulhamos fundo nas sensações provocadas pela forma como uma mecha de cabelo do nosso interlocutor suavemente balança com uma brisa invisível - em aliors todas as coisas são extraordinárias.
.estamos em aliors quando somos levados para esse encantamento que inaugura lugares novos por dentro. é quando o mais banal acontecimento ou objeto subitamente translumina-se e revela sua outra diversa natureza.
.estar em aliors é indefinível. só quando se aprende a voltar lá é que se pode começar a conhecer suas paisagens submersas.
.estes diários são uma forma de compartilhar esta experiência. no desejo de que tu que me lês também queira visitar aliors. alhures. ou como tu quiseres chamar esse lugar.
.aqui é sempre uma forma de sonhar.
.estes diários não servem para nada. ou talvez não tenham nenhum propósito definido além de serem o que são: formas de conversar com o sendo não-cotidiano. em aliors todas as formas de existir são sempre redimensionadas. por se tratar - especificamente - de um certo estar no mundo talvez possa parecer hermético ou estranho à princípio. mas muitos visitam aliors sem darem por isso conta. naquele instante ínfimo em que se desconectam com o aparente e mergulham numa outra densidade de realidade. às vezes é uma nuvem de poeira dourada suspensa na luz do entardecer que conduz a aliors. ou quando diante do discurso de alguém que nos interpela dessassociamos da conversa e por momentos mergulhamos fundo nas sensações provocadas pela forma como uma mecha de cabelo do nosso interlocutor suavemente balança com uma brisa invisível - em aliors todas as coisas são extraordinárias.
.estamos em aliors quando somos levados para esse encantamento que inaugura lugares novos por dentro. é quando o mais banal acontecimento ou objeto subitamente translumina-se e revela sua outra diversa natureza.
.estar em aliors é indefinível. só quando se aprende a voltar lá é que se pode começar a conhecer suas paisagens submersas.
.estes diários são uma forma de compartilhar esta experiência. no desejo de que tu que me lês também queira visitar aliors. alhures. ou como tu quiseres chamar esse lugar.
.aqui é sempre uma forma de sonhar.

quero conhecer aliors. quero sonhar sonho bom.
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